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"Um Tempo Todo Para Ser Nosso – 10 mulheres artistas em seus espaços de trabalho" foi escrito e curado pela pesquisadora e professora de artes visuais Galciani Neves, escritora reconhecida pelo Prêmio Jabuti e coordenadora de um programa de ensino no Instituto Tomie Ohtake, com texto de Simone Landal e narrativas visuais da fotógrafa Carla Bordin. A publicação conta ainda com coordenação editorial da galerista Malu Meyer, que estabelece conexões entre as artistas e agentes do circuito de arte paranaense.
Participam da publicação Guita Soifer, Claudia Lara, Eliana Brasil, Erica Storer, Milla Jung, Lígia Borba, Carina Weidle, Vilma Slomp, Eliane Prolik e Maya Weishof, artistas cujas trajetórias contribuem para a compreensão de diferentes capítulos da produção artística no Paraná.
Está aberta a exposição "o problema das línguas", com curadoria de Vini Maia
A exposição reúne trabalhos que problematizam a língua em diversos estados: linguagem, linguística, lambida, palavra, história, interpretação, baba, por aí vai.
Artistas: Bento Ben Leite, Eduardo Amato, Gio Soifer, Jozé Roberto da Silva, Ju Burigo, Milena Costa, Nuno Ramos, Renata Mocellin.
Texto crítico que escrevi para a matéria "Observatório da Produção Local" da Profa. Dra. Isadora Matiolli:
No piso superior, a parede ocupada por Thales Bispo com estruturas de madeira inspiradas em barcos de pesca artesanal nos transportam para uma caminhada em uma areia caiçara, onde se precisa desviar de embarcações ancoradas na orla, estruturadas por madeira que carregam nomes de pessoas queridas e marcas do tempo e do mar. No mesmo piso, um canto de paredes é ocupado por Roberto Dalmo, no chão flocos de milho formam uma pequena pilha que se expande por considerável parte do espaço expositivo, acima, duas pinturas de pombos se esgueiram a partir das bordas da parede, uma para cada lado e em diferentes alturas: o pombo debaixo, em um fundo verde neon, cisca a uma grande distância os flocos de milho do chão, já o de cima, em um fundo rosa neon parece se distanciar do alimento; as cores artificiais contrastam com os elementos naturais e explicitam a relação dos animais que um dia já pertenceram a um ecossistema, mas hoje se apertam para continuarem sobrevivendo às margens do ambiente urbano.
No piso inferior, uma estrutura central une pinturas de Laura Ridolfi e Victoria Velazquez levam o visitante a um giro tanto físico quanto mental: o clima de festa popular na temática dos quadros construídos por cores neon convidam à celebração em uma pausa lúdica e coesa, onde tanto o girar físico quanto a diferença de tamanhos dos quadros leva o corpo e o olhar a um vai e vem digno de um carrossel em um sonho festivo.